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27 · 02 · 2018

ICD comemora 10 Anos no Brasil

Celebrando 10 anos no Brasil

Em 2008, uma pequena filial do Instituto de Cultura da Dinamarca foi estabelecida no Rio de Janeiro, Brasil. Junte-se a nós quando celebramos 10 anos de intercâmbio cultural e colaboração produtiva entre a Dinamarca e o Brasil e marcamos o início de uma nova era.

 

A escolha do Brasil como sede da única filial do Instituto de Cultura da Dinamarca (ICD) nas Américas, em 2008, foi visionária. A decisão foi baseada na percepção dos diretores do ICD de algumas tendências internacionais que se tornaram dominantes poucos anos depois, com a ascensão do Brasil como parte do grupo de países conhecido como os BRICS. Com o crescimento da economia brasileira e um interesse geral na Dinamarca pelo país durante os anos seguintes, nossa presença, luta, contatos e projetos iniciais haviam nos dado um fundamento sólido para novas interações e parcerias dinâmicas quando os olhos do mundo inteiro se viraram para o Brasil.

 

Como resultado, o Instituto Cultural da Dinamarca fez parte dessa primeira onda de crescimento do Brasil e daquilo que muitos consideraram a entrada do país na cena mundial. Crescemos juntos e, neste momento em que o Brasil se reconstrói, não apenas permaneceremos, mas também expandiremos nossas atividades relacionadas à arte e à cultura para ajudar a construir sociedades melhores, mais empatia e criatividade renovada, no Brasil e também na Dinamarca.

 

Acreditamos firmemente que o entendimento, o envolvimento e a apreciação cultural são algumas das armas mais poderosas para a superação dos desafios globais atuais e que a arte e o diálogo artístico são uma plataforma para uma comunicação igualitária e fortalecedora entre as pessoas.

Já vai distante o tempo em que “apenas” mostrávamos a arte e a cultura dinamarquesa. Ao apresentar a arte e a cultura da Dinamarca no Brasil e estimular colaborações interculturais em diversos níveis, fomentamos um diálogo constante entre nossos países para o enriquecimento e desenvolvimento mútuo da sociedade, de ideias e da arte em si. Tendo nossos projetos e intervenções culturais como ponto de partida, esse diálogo aborda temas como igualdade, educação, sustentabilidade, participação cidadã e valores democráticos.

 

Existe um forte interesse pelo cinema, música, artes cênicas, design, literatura e sustentabilidade da Dinamarca – os quais têm sido mostrados em festivais e centros culturais pelo Brasil todo – e os brasileiros estão entusiasmados com a nossa tradição de criatividade no aprendizado infantil, como observado na educação artística, teatro e cinema infantil e em outras modalidades artísticas desenvolvidas de acordo com a faixa etária.

 

Para o Instituto de Cultura da Dinamarca, é fundamental que os projetos estejam ancorados em parcerias locais. Uma rede de contatos ampla e forte é o solo fértil de que sementes interculturais precisam para florescer. Conseguimos estabelecer uma rede de contatos vibrante em ambas as cenas culturais, com a qual estamos felizes e orgulhosos de trabalhar.

 

Desejamos fazer desse ano de aniversário o início de uma nova era para o ICD expandindo parcerias locais para empresas dinamarquesas, nórdicas e brasileiras que operam no Brasil. Conforme amadurecemos na nossa atuação como parte do cenário cultural brasileiro, sentimo-nos inspirados pela maneira como a maior parte das organizações culturais brasileiras financia as suas atividades: por meio das leis de incentivo cultural.

 

Novos especialistas e conhecimento especializado interno foram acrescentados à equipe do ICD para que possamos oferecer orientação profissional e assistência sobre como utilizar os mecanismos de patrocínio cultural brasileiros às empresas. O resultado é vantajoso tanto para os patrocinadores quanto para os projetos. Esperamos, dessa forma, ter mais mão de obra e margem financeira disponíveis para produzir mais intervenções e intercâmbios espetaculares entre a Dinamarca e o Brasil nos próximos anos, com base em uma colaboração mais ampla voltada para o bem comum.

 

Acreditamos firmemente que o entendimento, o envolvimento e a apreciação cultural são algumas das armas mais poderosas para a superação dos desafios globais atuais e que a arte e o diálogo artístico são uma plataforma para uma comunicação igualitária e fortalecedora entre as pessoas.

 

Um grande obrigado a todos os artistas que participaram ao longo dos anos, aos nossos parceiros e colegas no Brasil e na Dinamarca e, por último, mas não menos importante, ao fantástico público brasileiro.

 

Que venham mais 10 anos!

 

Maibrit Thomsen, Diretora do Instituto Cultural da Dinamarca no Brasil.

 

 

Palavras de Michael Metz Mørch, secretário-geral do Instituto Cultural da Dinamarca:

 

Há dez anos, nós, no “Velho Mundo”, estávamos à beira de um colapso econômico.

Mas vocês, os BRICS, estavam resistindo à tempestade, e todos nós corremos para vocês.

Estávamos naquela onda e ficamos felizes por desembarcar em segurança em um Brasil dinâmico e otimista.

Nos apaixonamos naquele momento e continuamos apaixonados.

 

Desde então, o mundo mudou. O Brasil também. No Velho Mundo, a economia parece ter retomado o rumo, mas a que preço??? Estamos sofrendo e lutando contra a desigualdade crescente, um perigoso vácuo de liderança moral e política e parecemos ter esquecido os valores e a história em comum que compartilhamos no continente europeu. Estamos fechando nossas fronteiras, construindo muros.

 

Questões como migração, refugiados, minorias e direitos humanos estão no centro das atenções. Nossa democracia está sob a pressão do populismo de direita. Fundamentalistas de todas as crenças parecem proliferar.

 

Atualmente, apenas dez anos após de termos sobrevivido a uma catástrofe econômica iminente, existem sinais de novas versões dos antigos desastres que devastaram a Europa (e o resto do mundo) duas vezes no século passado.

 

Precisamos de vocês no Brasil mais do que nunca. Vocês conseguiram superar adversidades mais profundas e complicadas que aquelas que agora nos atormentam. Vocês ainda estão na batalha, e precisamos uns dos outros para garantir que velhos erros não se repitam. Precisamos aprender uns com os outros, nos aproximarmos e criarmos obras de valor cultural mútuo juntos.

 

Precisamos aprender a manter – em ambos os sentidos – o fluxo sanguíneo vivificante no cordão umbilical que nos conecta.

 

Não queremos esperar que políticos resolvam os problemas – nem na Europa, nem no Brasil. A vida é importante demais para que se espere, os contatos interpessoais são o sal da vida e a experiência mostra que relações culturais fortes constroem aprendizagem, tolerância e entendimento mútuos, bem como a liberdade e a qualidade de vida que todos merecemos e lutamos para alcançar.

 

Que estabeleçamos, então, um compromisso mútuo por, no mínimo, mais dez anos.